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Diretor do Progua conclui pesquisa acadmica sobre agrotxicos

27/12/2013


O diretor do Programa de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Proágua), vinculado à divisão de Meio Ambiente do CVS, Rubens José Mario Júnior, obteve título de Mestre em Ciências na Faculdade de Saúde Pública da USP ao apresentar pesquisa sobre “Identificação de agrotóxicos prioritários para a vigilância da qualidade da água de consumo humano no Estado de São Paulo”.

Segundo Mario Júnior, “o Estado de São Paulo se destaca como maior consumidor de agrotóxicos do país, já que conta com uma vigorosa produção agrícola, com destaque para a cana-de-açúcar, laranja, banana, tomate, batata e café”.

Ainda de acordo com o técnico, “Uma vez no solo, os agrotóxicos são absorvidos, submetidos a reações químicas, decompostos e transportados pela água, por erosão e lixiviação, podendo atingir mananciais destinados ao consumo humano”.

Deste modo, a pesquisa se propôs a identificar os agrotóxicos de maior preocupação em termos de saúde pública e sugerir critérios para uma vigilância mais efetiva da qualidade da água consumida pela população paulista.

A dissertação é fruto das estratégias do Centro de Vigilância Sanitária para qualificar seu quadro técnico e das interlocuções entre a Divisão de Meio Ambiente e o Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP visando aproximar demandas de serviço e acadêmicas.

O aprimoramento sistemático dos quadros da SAMA envolveu, em 2013, a inserção dos seus profissionais em outros programas e cursos  vinculados a questões ambientais, como o Programa Certificado en Epidemiologia para Gestores de Salud, oferecido pela Bloomberg School of Public Health/Johns Hopkins University (JHU) em parceria com a OMS e um consórcio de instituições acadêmicas da América Latina e da Espanha; o Workshop em Avaliação Quantitativa de Risco Microbiológico, oferecido pela Universidade de Michigan/EUA, em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da USP; os Cursos de Gestão de Emergências em Saúde Pública e de Especialização em Gestão da Vigilância Sanitária, oferecidos pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês em parceria com a Anvisa;  e os Cursos de Saúde, Desastres e Desenvolvimento e de Avaliação de Risco à Saúde Humana por Exposição a Substâncias Químicas, ambos oferecidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Sérgio Valentim, diretor de Meio Ambiente do CVS, entende que “é imprescindível a qualificação permanente em gestão e a apropriação de métodos científicos pelos profissionais de um órgão central de Vigilância responsável pelo estabelecimento de referências técnicas e de políticas integradas para o controle do risco sanitário em um território repleto de complexidades como o do Estado de São Paulo”.